O que é arte?
Existe algum critério objetivo para definir arte?
Sempre fui apaixonado por filosofia. No ensino médio eu adorava gastar horas folheando os livros e apostilas. Sentia que eu estava entrando num mundo totalmente novo de perguntas e possibilidades.
Entre esses materiais, havia o módulo de arte. Nunca me esqueci das definições que estavam ali:
arte é a expressão humana,
arte é sentir,
arte é impossível de definir por estar além da lógica… etc.
Essa definições pareciam profundas demais para mim, como se eu não estivesse à altura para entender sobre arte. Não me sentia satisfeito com isso e achava um tanto vago, mas imaginava que a culpa era da minha burrice.
Anos depois, esse questionamento retornou quando me deparei com certas exposições contemporâneas rotuladas como arte.
O problema é que esse tipo de visão se tornou bem comum, há um tempo li um texto aqui no Substack de uma moça que dizia, resumidamente, que devemos considerar todo tipo de “arte” como válida. Será mesmo?
O problema não é simplesmente considerar essas obras feias, estranhas ou provocativas — afinal de contas, existe arte boa e ruim. A questão é mais profunda: existe algum critério racional para distinguir arte de não-arte?
Quando um conceito se expande ao ponto de abarcar absolutamente tudo, ele começa a perder sua capacidade de distinção.
Ou seja, se tudo é arte, nada é arte.
Então o que é arte?
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